NA
LUZ DO GRANDE CORAÇÃO
DO BUDA
Ali, pairando acima
da grande cidade, eu vejo a luz do Buda*.
Parece uma grande
esfera luminosa, mas é a emanação
do amor d’Ele.
Em silêncio,
por entre os planos, Ele abençoa os
homens que vivem na metrópole de aço e concreto.
Embaixo,
no asfalto, a correria dos carros e a agitação
das pessoas.
Presas da poluição
ambiental e mental de seus interesses imediatos, elas não
percebem o grande amor acima de suas cabeças.
Percebo
aquela luz, com os sentidos do espírito, e
penso na violência e na miséria urbana.
Penso na dor dos homens e no vazio consciencial,
que é a
grande doença
psíquica da humanidade.
Ao mesmo tempo,
sinto a compreensão descendo daquela luz
e interpenetrando a todos.
Os homens não
vêem essa maravilha, mas estão
dentro do raio de ação do coração
d’Ele.
E Ele os compreende.
Conhece cada um deles, melhor do que eles mesmos.
Embaixo, a
grande metrópole que abriga e dá trabalho
para tanta gente, de todos os lugares, com
suas dores e seu progresso - o aço, o concreto, a
agitação,
a poluição,
a violência urbana; e as luzes, o desenvolvimento
e as oportunidades de trabalho. E acima,
o grande coração do Buda iluminando
silenciosamente a todos.
Olho para a luz
d’Ele
e, em seguida, olho para os meus irmãos
de jornada urbana, rente ao asfalto, na
luta pela vida.
Então, sinto
a paz d’Ele em meu coração
e faço uma prece silenciosa na
intenção
das pessoas dessa grande cidade.
E sigo
em frente, aqui embaixo, sabendo que
sua luz está logo
ali, bem em cima de todos nós
e, ao mesmo tempo, dentro de cada coração.
Obrigado,
Buda de todos os corações,
por tudo.
P.S.: Esses escritos foram feitos
minutos antes do início
de um curso de aura e chacras, no
salão do IPPB. Enquanto
os alunos chegavam, eu escrevia essa
visão da luz do Buda
sobre a cidade de São Paulo,
que eu tinha visto momentos antes,
de dentro de um táxi, durante
o trajeto pela Avenida Ricardo Jafet – uma
das principais avenidas de São
Paulo -, de meu apartamento, no bairro
da Saúde, até o
IPPB, no bairro do Ipiranga.
Agora,
olhando esses escritos, onde tento
compartilhar a graça
de ver algo tão luminoso,
percebo o quanto as palavras são
limitadas para descrever as coisas
do espírito.
Mesmo assim, insisto.
É
melhor tentar, mesmo que de forma pálida e imperfeita,
do que sonegar a luz que vi.
E não falar desse amor que
abençoa secretamente os
homens é o mesmo que “tentar
tapar a luz do sol com uma peneira”.
Evidenciar
a ação
dessa luz silenciosa, mesmo
que imperfeitamente, faz com
que
outros corações
se abram para receber melhor
suas bênçãos.
E
eu fico muito grato por perceber
essa luz e poder compartilhá-la
com meus irmãos de
jornada urbana. Para que
eles também
saibam que há um Buda
abençoando
e iluminando sutilmente a
cidade onde eles moram e
trabalham.
A mesma grande
metrópole de aço
e concreto, onde o Grande
Arquiteto Do Universo me
colocou para trabalhar
e viver.
Essa magnífica
cidade, na luz do grande
coração
do Buda**.
Paz e Luz.
São Paulo, 08 de março de 2008.
Autor: Professor Wagner Borges
- Nota:
*
Buda – O Iluminado; aquele que despertou!
Palavra derivada de “Buddhi”, que significa “Iluminação
Pura” ou “Inteligência
Pura”. Ou seja,
quem alcança
o estado de Buddhi,
torna-se
um Buda, um ser iluminado
e desperto. **
Esclareço
aos leitores que
não
sou budista nem sigo
nenhuma das doutrinas
criadas pelos homens
da Terra, sejam
elas orientais ou
ocidentais. De mente e coração
aberto, observo e
aprendo de tudo, de forma universalista,
sempre procurando
filtrar e somar as melhores
informações
de cada área.
E, naturalmente,
descartando tudo
aquilo que não
esteja de acordo
com o bom senso e
a razão
e me afaste do amor
e da alegria de viver.
Ao
longo de vários
anos trabalhando
com os temas espirituais,
principalmente
na esfera de estudos
das experiências
fora do corpo,
tenho observado
muitas
consciências
extrafísicas
evoluídas
e aprendido muito.
E uma das coisas
que mais admiro é o
universalismo e
a cosmoética
delas.
Seres
de luz não
estão
agrilhoados a
essa ou àquela
doutrina, nem
a qualquer esquema
ilusório
de devoção
cega ou dependência
psíquica
criado pelos
homens. O que
os move é o
amor incondicional
aliado ao esclarecimento
consciencial
profundo.
Hoje
escrevi sobre
a assistência
espiritual
do Buda aos
homens.
Outra hora,
escreverei
sobre Jesus
ou
Krishna – ou
sobre outros
luminares espirituais
dos diversos
povos da Terra
-, como já fiz
tantas vezes
ao longo dos
anos, sempre
de
forma universalista.
Aliás,
quem poderá rotular
a luz? Ela
não é budista,
cristã,
hinduísta,
espiritualista,
ocultista,
ou coisa alguma.
A luz é a
luz. E o amor
do Todo está em
tudo!
É
por essa luz que trabalho e escrevo. E é só a ela
que o meu
coração
responde
feliz, pela liberdade de seguir
sempre livre...
Por essas trilhas
maravilhosas
da espiritualidade
consciente.
Discernimento
em tudo. Amor na jornada.
E
alegria
de viver. E que tudo
de bom
aconteça
para a
evolução
dos homens
de todos
os lugares,
raças
e credos.
O
Todo
está em
tudo! 
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