REENCARNAÇÃO
Definição – Hans
TenDan
Retornar muitas
vezes a um corpo humano. Pode ser uma doutrina religiosa, uma
convicção revelada ou
uma experiência:
memórias espontâneas ou regressão induzida.
São
definições alternativas: metamorfose,
palingênese, transanimação, transcorporação,
transmigração. Coloquialmente os termos mais
comuns são:
-
Reencarnação
- contínuo
renascimento como uma pessoa.
-
Metempsicose
- renascimento como uma pessoa ou como um animal.
-
Transmigração
- desenvolvimento de mineral para planta, de planta para
animal, de animal para humano e de humano
para formas de encarnação superiores.
(Hans TenDan)
REENCARNAÇÃO
Todos
nós já refletimos, em um ou outro momento,
a respeito do significado da vida. Por
quê existimos? Qual
o propósito de nossa vida?
Por
que viveremos uma existência
com tantas realizações,
relacionamentos, lembranças
e crescente conhecimento, apenas para
morrermos
e nos separarmos de tudo isso ou pior
ainda – para
simplesmente deixarmos de existir?
Haveria
algum desígnio ou razão
por trás
dos eventos que testemunhamos à nossa
volta? Por exemplo, por que uma criança
nasce com deficiência física
ou mental – ou na pobreza,
opressão,
com uma morte prematura – enquanto
que outra nasce saudável
e em meio ao conforto, com oportunidades
e uma vida longa? Por
que algumas pessoas passam fome,
enquanto outras lutam para comer
menos?
A
vida é um mistério.
No
mundo ocidental, duas fontes do dominante fornecem dados com
referência às
questões da reencarnação:
a ciência e a religião
(há também
os ensinamentos secretos). Ambas
tentam desvendar os mistérios
da vida. Ambas tentam fornecer
respostas que ajudem a explicar
a natureza e propósito
de nossas vidas. Elas tentam
explicar,
inclusive, os motivos por trás
das circunstâncias
de nossas vidas – porque
ela é como é,
porque alguns triunfam e outros
fracassam, porque alguns sofrem
e outros
continuam vivendo alegremente.
Em
sua maioria, a ciência
elaborou um conjunto de crenças
baseando-se em fenômenos
observáveis, substanciados
por testes. A ciência
centraliza-se em torno do "universo
observável", quase
sempre confiando nos poderes
perceptivos dos cincos sentidos
e na intensificação
dos mesmos através de
instrumentos (ciência
newtoniana – cartesiana).
Além dos fenômenos
observados sensorialmente,
ela classifica a maior parte
de tudo
como teoria. Dessa maneira,
segundo a ciência, a
realidade é aquilo
que tem sido observado como
tal, podendo ser comprovada
por meio
de testes
físicos.
A
força
propulsora por trás
da ciência é a
busca do conhecimento. Com
o conhecimento virá a
compreensão
e, havendo conhecimento suficiente,
o mistério pode ser
solucionado. Com a religião, é inteiramente
diverso.
As
idéias
têm sido construídas
sobre séculos
de crenças humanas,
sentimentos, pensamentos
e dogmas, sem necessidade
de serem observadas pelo
sentidos ou comprovadas
por teste. Na maioria dos
casos, a validade dos ensinamentos
do líder e dos princípios
dos seguidores são
aceitos como verdadeiros,
porque os adeptos religiosos
acreditam que eles foram
obra de inspiração
divina.
A
força propulsora
por trás da religião
não é o
conhecimento; de fato,
o conhecimento é visto
como uma das causas do "pecado
original". Segundo
a religião, a
fé encaminha
a pessoa através
dos mistérios,
até a
eventual compreensão
da vida. A fé, "eventualmente" conhecerá a
verdade.
Onde
a ciência
busca conhecimento,
a religião
busca fidelidade aos
dogmas.
A
reencarnação é um
assunto controvertido.
Talvez, por pertencer
a uma área
de pensamento altamente
sensitiva, a terra
de ninguém,
entre a religião
e a ciência.
A
ciência descobriu
que muitos conceitos
antigos (religiosos)
eram obsoletos,
irrelevantes ou
simplesmente impossíveis
de serem provados.
Mas, muitas questões
humanas importantes,
pareciam impossíveis
de serem examinadas
cientificamente.
A questão
do significado
da vida, por exemplo,
foi deixada para
a religião.
No
curso do tempo,
uma divisão
territorial define-se
mais ou menos
claramente, mas
com uma grande
irritação
de ambos os lados
e sem uma clareza
absoluta, como
mostra a questão
do aborto, por
exemplo.
Mesmo
assim, aconteceu
no
século
XIX uma divisão
geral de territórios.
O "material" coube à ciência
e o "espiritual" à religião
e aos filósofos.
E a reencarnação, é ciência
ou religião?
A
reencarnação é uma
das "crenças
religiosas" mais
controvertidas,
com uma longa
história
de aceitação
pelos lideres
budistas,
egípcios,
muitos filósofos
gregos, druidas,
várias
tribos da África,
americanos
nativos da
América
do Norte
e algumas
seitas
judaicas
e cristãs.
E
com o desenvolvimento
da hipnose
e de outros
métodos
que a evitam
ou empregam
um leve
transe
indutor
para
as recordações
de vidas
passadas,
a reencarnação
vem se
tornando
não
mais um
assunto
de fé corrente
(religião)
ou de fé nas
revelações
do iluminado
ou iniciado
(gnosticismo)
mas, uma área
da experiência
humana.
Gnosticismo:
Todos,
pelo
desenvolvimento mental
adequado,
podem
encontrar uma
verdade
interna
direta
a
qual
irá ilumina-lo,
libera-lo
ou transforma-lo.
O melhor
método é estudar
os trabalhos
daqueles
que já estão
iluminados.
Quanto
mais ênfase é dada à experiência,
mais
o gnosticismo
tende
para
o misticismo.
Quando é enfatizada
a aprendizagem
formal
dentro
de uma
escola
ou igreja,
a iluminação
geralmente é denominada "iniciação" e
as idéias,
provavelmente,
serão
esotéricas.
Quando é enfatizado
o desenvolvimento
de talentos
paranormais,
a tendência é uma
direção
ao ocultismo.
Essas
três
variedades
são
encontradas
em qualquer
combinação.
A idéia
fundamental é que
a pessoa
deveria
elevar-se
acima
das limitações
intelectuais
do estado
encarnado.
O
material
empírico
impresso
atualmente
abrange
cerca
de
dez
mil
regressões
de
duas
mil
pessoas
(dados
de
1993).
O material
não
publicado,
na
forma
de
tapes
ou
anotações
realizadas
por
profissionais
da área
, chega
a três
vezes
esses
números.
E,
estando
esses
trabalhos
em
processo,
isso
significa
que
mesmo
esses
números
se
tornam
rapidamente
desatualizados.
Pessoas
que
têm
memórias
aparentes
de
suas
próprias
vidas
passadas
constituem
uma área
de
experimentação
como
outra
qualquer.
Como
outras áreas
de
experiência
humana,
os
fatos
são
ricos,
divergentes,
algumas
vezes
confusos,
algumas
vezes
contraditórios,
geralmente
incertos
e
super
ou
subestimados
ou
distorcidos
por
preconceitos.
Contudo,
quando
um
grande
número
de
pessoas
têm
experiências
similares,
padrões
pode
ser
descobertos.
Muitas
pessoas acreditam
na reencarnação
ou consideram
a idéia
aceitável.
Normalmente a
associamos aos
hindus ou
aos budistas.
A reencarnação é considerada
uma típica
idéia
oriental e
supõe-se
que todas
as pessoas
da Índia
acreditam nela.
Não é bem
assim. Muitos
habitantes das
cidades indianas
têm
familiaridade com
a idéia,
mas a
maioria dos
camponeses jamais
ouviu falar
a respeito.
Além
do mais,
as idéias
sobre a
reencarnação,
na Índia,
são
bastante contraditórias.
Muitos indianos
acreditam no "carma":
o comportamento
na vida
anterior determina
esta vida.
Mas, o
que dizer
daqueles que
acreditam que
seus últimos
pensamentos determinam
a sua
próxima
vida ou,
mais que
isso, que
sua vida
presente depende
de sua
família
contar com
as pessoas
certas, executando
os rituais
certos, com
a remuneração
certa na
ocasião
de sua
morte?
Seis
fontes modernas
da crença em reencarnação:
(Hans TenDam)
1.
Cultura clássica indiana – Tradução
de textos sânscritos feita
por volta de 1820. O sânscrito,
até agora, provou ser
a língua mais antiga
do grupo indo-europeu e, assim,
a cultura indiana forneceu
a
retrospectiva
mais antiga de nosso próprio
passado cultural;
2.
Allan Kardec – Ele
convenceu-se de que os "médiuns" se
comunicavam com os mortos
e que , alguns deles davam
respostas sensatas a perguntas
sensatas. Questionam exaustivamente
vários "médiuns" sobre
as condições
do outro lado e, deparou-se
com o assunto da reencarnação.
(O Livro dos Espíritos – 1857);
3.
Teosofia – Blavatsky,
Annie Besant e Leadbeater.
A Teosofia está ligada à filosofia
indiana. A Teosofia é gnóstica*,
esotérica
e seu conhecimento é revelado
num estado mental
elevado
a pessoas especiais
e preparadas;
*
gnosticismo.
4.
Albert de
Rochas (Paris) – Desenvolveu
uma quarta abordagem
baseada em pesquisas.
Em 1898 Rochas
notou que sujeitos
colocados em
transe eram inteiramente
capazes de recordar
experiências
passadas (e
também
primeira infância
e nascimento);
5.
Edgar Cayce – Cayce
punha a
si mesmo em
transe
profundo,
no qual
atuava
a partir de
uma consciência
expandida.
Cayce respondia
a questões
gerais,
inclusive
reencarnação.
Quando
morreu,
em 1945
(1877 – 1945,
EUA), deixou
bem mais
de catorze
mil registros
estenográficos
documentados
das "leituras
clarividente – telepáticas" que
efetuara
para mais
de seis
mil pessoas
diferentes;
6.
Escritos
de
pessoas
com
recordações
espontâneas
de vidas
passadas – Primeiro
livro
a se
tornar
popular: "Winged
Pharaoh" de
Joan
Grant
(1937).
Autora: Dra. Martha
Follain – CRT
21524
Sites:
www.floraisecia.com.br e www.santaignorancia.rg.com.br
Texto
registrado na
Biblioteca Nacional – Direitos Autorais.

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