FLORAIS
DE BACH
A
doença como desequilíbrio entre Personalidade
e Alma
“ ...
e embora em nossa mente física não possamos
estar cientes do motivo do nosso sofrimento, que pode nos
parecer cruel e injustificado, nossas Almas conhecem todo
o propósito,
e estão nos guiando para que tiremos de tudo o máximo
proveito”.- Edward Bach
Vários médicos
e pesquisadores, (dentre eles: Hipócrates,
Paracelso, Hahnemann, Edward Bach, etc.) desde a Antigüidade,
postulam que a doença e seus sintomas têm
a capacidade de mostrar aos doentes seus conflitos e que,
a
medicina, em seus
métodos de tratamento, deve ser uma medicina holística
(holismo vem do grego “holos”, que significa “o
todo”. Aparece pela primeira vez na obra “Holismo
e Evolução”, de Jan Smuts, em 1921,
governador britânico no sul da Índia), considerando
que o ser humano é um todo composto de corpo, mente,
emoções
e alma, formando uma unidade – e, dessa forma encontrar
a “verdadeira cura” para seus males.
Hipócrates,
Paracelso, Hahnemann e Bach criaram e desenvolveram os
fundamentos de uma medicina holística, que ao
invés
de tratar a doença trata o ser como um todo, trata
a personalidade – as
naturezas mentais, emocionais e espirituais. Se há harmonia
entre esses campos, a doença desaparece.
A concepção
holística percebe o universo
como um todo harmonioso e indivisível. A saúde
holística preocupa-se com o bem-estar do ser
total, não
limitada aos sintomas da enfermidade. Ela está baseada
na premissa que corpo, mente e espírito formam
uma unidade indivisível e que a desarmonia em
um desses níveis
causa a doença.
Esta medicina tem
uma concepção
fisiológica da doença,
iniciada por Hipócrates: explica a origem da doença
a partir de um desequilíbrio entre as forças da natureza
que estão dentro
e fora da pessoa. Centra-se no paciente como um todo, e no seu ambiente,
evitando ligar a doença a perturbações de órgãos
corporais particulares.
Para Edward Bach
(1886 – 1936), a doença é um
conflito entre a personalidade e a Alma.
Esse conceito era
muito avançado e sofisticado para a época. Bach
acreditava que se o conflito fosse detectado e superado, a doença
poderia ser evitada, dessa forma prevenindo o aparecimento do
mal físico. Esse
conflito entre personalidade e Alma, segundo Bach, tinha origem
em dois erros primordiais, dois "pecados" contra a
vida e a unidade: os seres humanos é que
causam desequilíbrios, que têm origem no egoísmo
(a Alma é perfeita).
E, na crueldade para com as outras pessoas. As causas fundamentais
das enfermidades são defeitos mentais-emocionais - e,
além
do egoísmo são:
orgulho, injustiça, ódio, narcisismo, ignorância,
instabilidade, medo e cobiça. Bach julgava a doença
benéfica para o paciente
- o verdadeiro caminho para a "cura". E, a Alma está sempre
no comando, orientando, apaziguando a pessoa que permite-se ouvi-la.
Bach
formou-se em medicina - tendo especializações em
cirurgia, bacteriologia, patologia e, posteriormente em homeopatia – e
não
se conformava com os tratamentos que ele considerava paliativos
e, acreditava haver um meio de “curar” realmente.
Começou a pesquisar um
novo sistema de tratamento, através de “remédios” obtidos
de plantas e flores – “eles curam, não pelo
ataque à doença,
mas por inundar nossos corpos com as belas vibrações
de nossa Natureza Superior, na presença da qual a doença
derrete como a neve sob a luz do sol... E, finalmente, eles alteram
a atitude do paciente tanto em relação à doença
quanto em relação à saúde... A saúde
existe quando há perfeita harmonia entre Alma, mente e
corpo e essa harmonia, e unicamente ela, precisa ser alcançada
antes que a cura possa se realizar”.
“ ...
Consideremos agora porque a medicina deve tão inevitavelmente
mudar. A ciência dos últimos duzentos anos tem
encarado a doença
como um fator material, que pode ser eliminado por meios
materiais, o que, naturalmente, está completamente
errado. A doença do corpo, como a conhecemos, é um
resultado, um produto final, um estágio final de algo
muito mais profundo. A doença origina-se acima do
plano físico, mais próximo
do mental. É totalmente o resultado de um conflito
entre nosso Eu Espiritual e nosso Eu Mortal. Enquanto estes
dois eus estiverem em harmonia, temos saúde
perfeita. Mas, quando há discórdia, ocorre
o que conhecemos como doença”.
Os florais
de Bach, atuam através do tratamento do indivíduo
e não da doença, harmonizando sua condição
emocional, para que, através da transformação
das atitudes em estados mais positivos, possa ser estimulado
seu potencial de auto-cura.
Desta forma, como
conseqüência
de uma mudança interna, pode
ser restaurada a saúde física, já que
o equilíbrio
interior passa a auxiliar no combate à doença.
Em
1930, Bach deixou Londres e foi morar no campo. Experimentou,
em si mesmo, os estados mentais negativos que descreveu,
até sofrer a doença
física e, buscar a flor que o curasse. Assim
ele encontrou as 38 flores e, delas, as essências
florais. Todas as essências usadas em seu
método de tratamento são obtidas a partir
de flores, arbustos ou árvores
silvestres.
Bach postulou: “Na
escolha dos remédios,
precisamos considerar seu estado evolutivo em relação
ao homem – os metais são
subumanos. O uso de animais implicaria no emprego
de crueldade e não deve
haver nenhum traço dela na divina arte da
cura. Assim, resta-nos o reino vegetal”.
As
essências florais são definidas como “soluções
líquidas infundidas de padrões, feitas
com as flores de determinadas plantas que contêm
uma marca específica que responde – equilibrando,
reparando e reconstruindo – os desequilíbrios
dos seres humanos nos níveis físico,
emocional, mental e espiritual ou universal”.
Não
há moléculas das substâncias
nos remédios
florais e sim, energia das plantas. Os florais
não são prescritos
segundo o mal estar físico, mas sim, de
acordo com o estado mental e emocional do paciente.
As essências tratam os doentes e não
as doenças.
Bach substituiu
o “similia
similibus curentur” de Hahnemann por
- “a
virtude oposta cura a falha”. O método
de Bach não consiste
em repelir a influência adversa, mas,
em transformá-la na virtude
oposta e, através dessa virtude expulsar
a imperfeição.
A doença é um estado do ser humano
que indica que há um
desequilíbrio, que não há harmonia.
O sintoma é um
sinal e um transmissor de informação,
pois, o seu aparecimento interrompe o fluxo
da vida e, obriga o indivíduo a prestar-lhe
atenção.
A cura acontece
pela transmutação da doença
e não
pela “vitória” sobre um
sintoma.
O Dr. Bach pesquisou
flores, criando um tratamento para os estados mentais e emocionais
que,
geram as doenças. E, esses estados
podem ser tratados amorosamente, pelas essências
Florais de Bach.
Autora: Dra. Martha
Follain – CRT
21524
Sites:
www.floraisecia.com.br e www.santaignorancia.rg.com.br
Texto
registrado na
Biblioteca Nacional – Direitos Autorais.

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