FÍSICA, SAÚDE E HOLOGRAFIA
A Lei da Gravidade
está associada ao nome de Isaac Newton
(1642-1727). Com Newton o mecanicismo na ciência floresce,
introduzindo-se o conceito de força e a lei de gravitação
universal: planetas e corpos terrestres seguem uma mesma lei,
contrariando a teoria de Aristóteles, segundo a qual haveria
leis distintas para os mundos supra e sub lunar.
René Descartes (1596-1650) enunciou o método
que sintetizou os princípios do reducionismo, do mecanicismo
e do racionalismo: considerar o corpo como uma máquina,
e a razão como separada. Para Descartes, os animais não
sentiam dor.
A Biologia
surgiu com o nascimento da ciência clássica,
mais precisamente com o mecanicismo de Descartes, segundo o qual
o corpo é uma máquina, que vive e funciona como
uma máquina, logo, sem princípio vital algum.
A
Teoria da Relatividade está associada ao nome de Albert
Einstein, e a Teoria Quântica ou Mecânica Quântica
foi formulada nas três primeiras décadas do século
passado, por um conjunto de físicos. Entre eles, Max Planck,
Wolfgang Pauli, Paul Dirac, Niels Bohr, Werner Heisenberg e o
próprio Einstein, este o primeiro a dar o nome de “quanta” às
unidades subatômicas da matéria, hoje conhecidas
como fótons.
A Teoria
Quântica revolucionou o pensamento científico
porque, ao contrário da física clássica,
não se baseia em relações de causa e efeito.
Descobriu-se que elétrons, prótons e nêutrons
comportam-se, dubiamente, ora como partículas (matéria)
ora como ondas (energia, luz). Um elétron não é uma
partícula nem uma onda, mas pode apresentar ambos os
aspectos em situações diferentes.
A
grande descoberta do físico Heisenberg foi enunciar
que os métodos de observação da física
clássica não serviam para a física quântica,
formulando o “Princípio da Incerteza”. A partir
dele, Bohr, seu mestre, formulou o Princípio da Complementaridade.
Os
físicos descobriram ainda a existência de nêutrons
rápidos e nêutrons lentos, conhecimento fundamental
para a fissão do núcleo – senha para a construção
da bomba atômica.
A
teoria defendida por Bohr é a de que reagir é mais
rápido do que agir.
Em
1969, Karl Pribram (1877-1973, neurofisiologista da Universidade
de Stanford),
propôs que o holograma funcionava como um
modelo dos processos cerebrais. A palavra “holografia” vem
do grego “holos”, todo, inteiro e “graphos”,
sinal, escrita.
Holografia é a forma de se registrar imagens em três
dimensões. É uma “fotografia” tridimensional,
produzida por um processo fotográfico sem lentes. Foi
criada pelo físico inglês Dennis Gabor (1900-1979),
em 1947. Mas, a construção de um holograma teve
que aguardar a invenção do raio laser. Pribram
viu o holograma como um modelo de como o cérebro podia
armazenar memórias. Existem regiões do cérebro
especializadas para o desempenho de certas funções:
funções de comando do corpo, de recepção
de informações sensoriais, e de comunicação
- verbalização, escrita, desenho, etc. Porém,
a memória é distribuída, não localizada
- é holográfica. O cérebro atua em interações,
interpretando freqüências bioelétricas que
o permeiam (e, tudo leva a crer que cérebros de outros
mamíferos funcionem da mesma maneira).
Em
1971, David Bohm (1917-1994: físico americano), sugeriu
que a organização do Universo, é holográfica.
Pribram e Bohm confirmaram a idéia de que o cérebro
humano funciona como um holograma, coletando e interpretando
informações provenientes de um Universo holográfico.
O
modelo holográfico de David Bohm sugere que todos os
elementos estão intimamente ligados no Universo. “Por
tudo o que sabemos hoje, não é mais possível
tentar conhecer a realidade a partir de apenas um modelo. Devemos
reconhecer que existem muitos modelos de realidade a serem compreendidos.”
Muitos
cientistas da atualidade, como David Bohm, acreditam que de
uma forma
profunda, todas
as coisas
do Universo estão
infinitamente interconectadas. O Universo em si próprio é uma
projeção holográfica e, nesse Universo holográfico
até mesmo o tempo e o espaço deixam de ser vistos
como fundamentais. O Universo no qual cada pessoa experimenta
sua realidade é uma projeção de seus pensamentos,
sentimentos, emoções, etc. O Universo de cada um é um
estado de “ilusão” (“maya” hindu?) único,
gerado em seu interior, embora se interconecte em ilusão
com outros “Universos”. Esta nova forma de ver a
realidade, proposta por Bohm e Pribram, passou a ser chamada
de “Paradigma Holográfico.”
As
implicações do “Paradigma Holográfico” são
muitas.
As manifestações da vontade, tanto conscientes
como inconscientes, e o modo como são expressas nos pensamentos,
sentimentos e ações são os fatores mais
importantes para o estado de saúde. Qualquer problema
físico é apenas uma manifestação
da verdadeira doença que está no interior de cada
indivíduo.
De acordo
com a percepção holográfica, é impossível
considerar pessoas, acontecimentos, coisas, de forma isolada.
Um
acontecimento, seja político, emocional, pessoal
ou coletivo, nunca pode ser considerado como uma ocorrência
isolada, afetando apenas o que está à sua volta.
O que quer que ocorra agora causa um efeito imediato em tudo.
O desenvolvimento de armas potentes mostra claramente isso, assim
como a atividade dos ambientalistas.
Tratando
de nossa saúde ou ajudando a tratar outras pessoas,
contribuímos com a saúde universal.
O
padrão de energia de cada célula contém
todo o nosso padrão de saúde. Pode-se, então,
ter acesso a esse padrão de saúde e recuperá-lo,
caso ele tenha sido perdido. Para isso, é preciso que
tenha restado pelo menos uma célula sadia! Cada ser carrega
dentro de si, tudo aquilo que existe. Tudo o que existe está dentro
de cada um de nós. Curando-nos (cura no sentido profundo:
corporal, mental, emocional e espiritual), ajudamos a curar a
Terra e o Universo. Cada um de nós, pessoalmente ou em
grupos, tem acesso a todo conhecimento de cura e poder que existe,
existiu ou existirá no Universo.
Cada
um é responsável por sua própria saúde.
Ter responsabilidade por uma determinada situação é diferente
de ser culpado por ela. Essa última condição
significaria que ficamos doentes porque somos maus. Por outro
lado, se aceitarmos a idéia de que criamos a nossa experiência
da realidade, isso nos coloca definitivamente na condição
de sermos capazes de descobrir como criamos essa realidade, de
modificar a nossa maneira de ser e então agirmos de outra
forma – uma forma mais útil. Por exemplo, a pessoa
que constantemente se coloca em situações de tensão
tem muito mais possibilidades de desenvolver doenças cardíacas,
avcs, etc. Porém, as causas da doença são
diferentes para cada ser.
Nosso
desafio como indivíduos é o de aceitar as
oportunidades dadas pelo Modelo Holográfico, aprendendo
a utilizá-las. A nossa verdadeira realidade primária é a
realidade da consciência e da energia.
Primeiro, precisamos
modificar a nós mesmos para podermos
aceitar a perspectiva holográfica. Isso desafia o
nosso senso de identidade, e torna necessária uma
grande parcela de auto responsabilidade. Precisamos ter
muita responsabilidade
pelo que fazemos, tanto para nós mesmos como em relação
aos outros. No âmbito da saúde, isso nos faz
muito responsáveis por cuidar da nossa saúde.
E, ao mesmo tempo, isso nos proporciona recursos ilimitados
para
fazermos
isso. Nesse estágio de nosso desenvolvimento, não é possível
imaginar o grande poder, conhecimento e energia potenciais
que estão disponíveis a nós dentro dessa
realidade primária. Autora: Dra.
Martha Follain – CRT
21524
Sites: www.floraisecia.com.br e www.santaignorancia.rg.com.br

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