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O Portal da Energia Curativa do Universo!
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DOENÇA: UM CAMINHO PARA A CURA

Toda a Criação existe dentro de você, e tudo o que existe em você também existe na Criação. Não há fronteiras entre você e um objeto que esteja bem perto, assim como não há distância entre você e os objetos que estão muito longe. Todas as coisas, as menores e as maiores, as inferiores e as superiores, estão à sua disposição dentro de você, uma vez que são inatas. Um único átomo contém todos os elementos da Terra. Um único movimento do espírito contém todas as leis da vida. Numa única gota de água encontramos o segredo do oceano sem fim. Acima de tudo, uma única manifestação sua contém todas as formas de manifestação da própria vida.” – Kahlil Gibran.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), saúde não é apenas a ausência de doenças: consiste no completo bem estar físico, mental e social do indivíduo. Mas, os conceitos de saúde e doença variam muito de época para época.

Até o século V a.C., os que atuavam como médicos, os asclepíades, os descendentes e seguidores de Asclépio, médico grego, empregavam procedimentos mágicos: interpretação de sonhos, premonições, etc., visando restabelecer a saúde do enfermo.

Hipócrates (460 – 350 a.C.), considerado o pai da medicina (nasceu em Cós, Grécia), modificou esse conceito de “tratamento”: consolidou um método de observação clínica, elaborou um corpo doutrinário para explicar os processos da enfermidade e estabeleceu uma ética (o famoso “Juramento de Hipócrates”). Ele foi o primeiro a enunciar o princípio da semelhança - “similia similibus curentur”.

Hipócrates considerava que, a maioria das doenças, resultava de transtornos dos humores. A escola hipocrática considerava as doenças como “reações de adaptação” do organismo.

Claudio Galeno (129 – 199 d.C.), médico grego, foi o maior comentador de Hipócrates na antigüidade – escreveu inúmeros textos a respeito dos tratados hipocráticos. Galeno foi médico dos gladiadores, especialista em cirurgia e dietética.

As idéias galênicas ganharam ressonância na medicina antiga e medieval, tendo influenciado a obra de Avicena (980 – 1037), considerado um dos maiores sábios do Islã. Avicena foi um dos grandes difusores da obra de Galeno, continuando a cura pelos contrários. Avicena reconheceu a natureza contagiosa da gripe e da tuberculose e, relatou o diabetes mellitos.

No século XVI, a medicina galênica era ensinada na maioria das faculdades de medicina (nesse período várias epidemias assolaram a Europa).

A cura pelos contrários “contraria contrariis curentur” foi consolidada por Galeno e Avicena, tornando-se a base da alopatia.

Contrapondo-se aos ensinamentos de Galeno e Avicena, Paracelso (1493 – 1541), místico e alquimista, acreditava que os organismos eram possuidores de uma “anima” – princípio ignoto capaz de garantir a perpetuação da vida. Retoma aspectos da medicina hipocrática, ao considerar o homem como um todo integrado – constituído de mente e corpo – em harmonia com o Cosmo, e adotava o “primun non nócere” – primeiro não fazer o mal.

Paracelso opunha-se à cura pelos contrários. Para ele, a doença deveria ser tratada pelos semelhantes.

Samuel Hahnemann (1755 – 1843), médico saxão, clinicou durante algum tempo, mas mostrou-se insatisfeito com os resultados obtidos pela medicina tradicional. Apoiado em suas evidências experimentais e no pensamento hipocrático “similia similibus curentur”, concebeu uma nova forma de tratamento, embasada na cura pelos semelhantes – a homeopatia. Homeopatia vem do grego - “homoios” - semelhança e “epathos” - dor, sofrimento, e significa “moléstia semelhante”. Para ele as doenças ocorrem por alterações de energia do indivíduo.

As concepções hahnemannianas reviveram muito da tradição hipocrática: atenção ao regime alimentar, importância dos fatores climáticos, ecológicos e psicológicos no processo saúde–doença. Hahnemann postulou a existência de uma “energia vital”. Para ele o homem é compreendido como uma unidade composta por corpo, alma e consciência: quando há distorções nessa harmonia é que o indivíduo torna-se doente.
Hahnemann possuía uma pequena carroça, com a qual percorria o interior da Alemanha (Saxônia), para tratar a população. Observou que os pacientes que moravam mais longe eram mais eficaz e rapidamente curados, e associou esse dado ao movimento da carroça. Passou então a sacudir os medicamentos (dinamizar) e basear o preparo destes em dois preceitos: diluição e dinamização.

Edward Bach (1886 – 1936), nascido em Moseley, Inglaterra, formou-se médico em Londres, em 1912. Especializou-se em cirurgia, sendo chefe do Pronto Socorro do University College Hospital. Insatisfeito com os resultados paliativos que encontrava na cirurgia, resolveu dedicar-se à imunologia e bacteriologia, no próprio hospital. Desde sua época de estudante, interessava-se mais pelos pacientes do que por suas doenças, pois sentia que ocupar-se só dos sintomas físicos não era o bastante. Descobriu vacinas injetáveis para tratar doenças crônicas, a partir de bactérias intestinais.

Em 1918 começou a trabalhar no London Homoeopathic Hospital, onde conheceu a filosofia de Samuel Hahnemann, identificando-se com ela e, tornando-se homeopata. Bach combinou os seus princípios com os da homeopatia e passou a preparar as vacinas que fazia com a metodologia homeopática e a administrar via oral e não mais parenteral como antes. Os resultados foram brilhantes.

Porém, Bach não queria mais fazer vacinas de bactérias (eram bactérias intestinais) e sim, procurava um sistema de saúde que fosse obtido da natureza. Em 1918, começou a pesquisar as essências de flores e, abandonou completamente as vacinas.

Em 1930, deixou Londres e foi morar no campo. O Dr. Bach experimentou em si mesmo, os estados mentais negativos que descreveu, até sofrer a doença física e, buscar a flor que o curasse. Assim ele encontrou as 38 flores e, delas, as essências florais. Todos os remédios usados em seu método de tratamento são obtidos a partir de flores, arbustos ou árvores silvestres.

Bach postulou: “Na escolha dos remédios, precisamos considerar seu estado evolutivo em relação ao homem – os metais são subumanos. O uso de animais implicaria no emprego de crueldade e não deve haver nenhum traço dela na divina arte da cura. Assim, resta-nos o reino vegetal”.

As essências florais são definidas pelos pesquisadores como “soluções líquidas infundidas de padrões, feitas com as flores de determinadas plantas que contêm uma marca específica que responde – equilibrando, reparando e reconstruindo – os desequilíbrios dos seres humanos nos níveis físico, emocional, mental e espiritual ou universal”.

Da mesma forma que na homeopatia, não há moléculas das substâncias nos remédios e sim, energia das plantas. Os florais não são prescritos segundo o mal estar físico, mas sim, de acordo com o estado mental e emocional do paciente. As essências tratam os doentes e não as doenças.

A doença, para Bach, é um desequilíbrio entre a personalidade e a alma, que é perfeita. Ele substituiu o “similia similibus curentur” de Hahnemann por - “a virtude oposta cura a falha”.

O método de Bach não consiste em repelir a influência adversa, mas em transformá-la na virtude oposta e, através dessa virtude expulsar a imperfeição.

Paracelso, Hahnemann e Bach criaram e desenvolveram os fundamentos de uma medicina holística, que ao invés de tratar a doença trata o ser como um todo, trata a personalidade – as naturezas mentais, emocionais e espirituais. Se há harmonia entre esses campos, a doença desaparece.

A concepção holística percebe o universo como um todo harmonioso e indivisível. A saúde holística preocupa-se com o bem-estar do ser total, não limitada aos sintomas da enfermidade. Ela está baseada na premissa que corpo, mente e espírito, formam uma unidade indivisível e que o desequilíbrio em um desses níveis causa a doença.

A doença é um estado do ser humano que indica que há um desequilíbrio, que não há harmonia. Essa perda de equilíbrio interior se manifesta no corpo como um sintoma. Sendo assim, o sintoma é um sinal e um transmissor de informação, pois, o seu aparecimento interrompe o fluxo da vida e, obriga o indivíduo a prestar-lhe atenção. O sintoma sinaliza que “está faltando alguma coisa”. A doença significa uma crise e, toda crise significa desenvolvimento. A própria doença é o caminho pelo qual o ser humano pode seguir rumo à verdadeira cura. Como ensinou o Dr. Bach; “a doença é o resultado de um conflito que surge quando a personalidade se recusa a obedecer os ditames da alma”.

A cura acontece pela transmutação da doença e não pela “vitória” sobre um sintoma. “A doença é que está curando a doença. A doença é, unicamente, uma correção – o meio adotado por nossas Almas para nos apontar nossas falhas, para impedir que cometamos erros maiores, para evitar que causemos danos maiores, para nos trazer de volta ao caminho da Verdade e da Luz, do qual nunca deveríamos ter saído... Nosso objetivo é perceber nossas falhas e empregar todos os esforços para desenvolver a virtude oposta. Isso fará com que as falhas desapareçam como a neve se derrete à luz do sol. Não lute com suas preocupações; não lute com sua doença; antes, esqueça-as e concentre-se na virtude que lhe é necessária” - Edward Bach.

A cura não se dá pelo ataque à doença, pois a cura pressupõe a compreensão de que o ser humano tornou-se mais sadio, ou seja, tornou-se um “todo” – tornou-se mais perfeito.

Autora: Dra. Martha FollainCRT 21524
Sites: www.floraisecia.com.br e www.santaignorancia.rg.com.br
Texto registrado na Biblioteca Nacional – Direitos Autorais.

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