OS
CHACRAS
Chacra Esplênico
Esplênico derivado
do inglês "Spleen" que significa
"Baço". Este chacra, em muitas
literaturas é considerado um dos sete chacras
principais
e em via de regra, é mencionado como o segundo chacra em lugar
do chacra sacro, porém os chacras são chamados de centro de
energia por possuirem a qualidade de receber, armazenar e distribuir
energia, assim sendo, necessáriamente precisam estar ligados
a uma das glândulas, o que não é o caso do chacra esplênico,
mas pode ser mencionado com um importante chacra secundário,
dada a sua função.
Localização =
Acima do baço, região do baço, região
superior do baço.
Correlação física = Não possui relação com nenhuma glândula.
Pétalas = Numero indefinido de pétalas,
podendo inclusive variar de pessoa para pessoa de acordo
com o seu desenvolvimento espiritual.
Bija Mantra = Não possui, mas pode
ser usado o som do suspiro profundo.
Elemento = Todos os elementos
interligados.
Cor = Várias cores, predominando o rosa bebê,
o amarelo pálido e o verde claro.
Símbolo =
É o responsável
pela energização do baço. É considerado um
"dínamo do corpo humano", pois é através dele que penetra uma
parte da energia (prana) do ambiente. Bem desenvolvido, favorece
a soltura do duplo etérico e, conseqüentemente, o desenvolvimento
da mediunidade, bem como a soltura do psicossoma em relação
às projeções da consciência.
Há um texto
do professor Wagner
Borges que considero bastante esclarecedor
na explicação de se considerar o chacra esplênico como
o segundo chacra:
"Eis
aqui algumas importantes considerações sobre a confusão
que
alguns autores fazem em relação ao chcra esplênico
(baço) e o chacra sacro:
O chacra
sacro é conhecido por vários nomes, dependendo da doutrina
ou movimento espiritualista que o mencione: Sânscrito = "Swadhisthana"
(="Morada do Prazer"); China (Taoísmo) = " Tan Tien inferior"
(= "Esfera do Elixir interior"); Japão = "Hara" (="Parte
inferior da barriga"); Ocidente = "Sacro" ou "Chacra
do baixo ventre" ou "Chacra Sexual".
Na verdade,
a função desse
chacra ultrapassa em muito a função genital.
Ele também controla as vias urinárias e as
gônadas (glândulas endócrinas: testículos
no homem; ovários na mulher) e é responsável
pela vitalização do feto em formação
(função essa que divide com o chacra básico).
Aliás, a ligação desses dois chacras é estreita
demais. Isso se deve ao fato de que parte da energia kundalini é veiculada
do básico para dentro do chacra sacro. È por
esse fator que alguns tibetanos consideram esses dois chacras
como um único centro de energia.
Devido a
sua intensa atuação energética
na área genital, o chacra sacro normalmente é suprimido
por várias doutrinas espiritualistas ocidentais,
muito presas a condicionamentos antigos sobre sexualidade.
Muitas delas colocam o chacra esplênico em seu
lugar. O motivo disso é simplesmente o tabu em
relação à questão
sexual. É um absurdo, mas alguns autores de livros
chegam a trocar os nomes dos dois chacras, chamando o
esplênico
de sacro ou o sacro de chacra do baço. Alguns
chegam mesmo a tirar o bija-mantra do sacro e colocá-lo
no baço, que nem mesmo tem bija-mantra em sânscrito.
Os
orientais não sofreram a repressão sexual
imposta aqui no ocidente pelo Cristianismo. Daí,
não hesitaram em classificar o chacra sexual
como um dos principais centros de força do campo
energético.
Porém, consideraram o chacra do baço
apenas como um centro de força secundário. É por
isso que eles falam em sete chacras principais. Aqui
no ocidente, também fala-se de sete chacras
principais, mas costumam exonerar o chacra sexual da
classificação
e colocar em seu lugar o chacra do baço.
O chacra
do baço é importante na questão
da absorção de vitalidade para o corpo,
mas não é um dos centros principais. É apenas
um repositor de energético que ajuda o chacra
cardíaco
a distribuir a energia pela circulação
do sangue. Por isso ele nem mesmo é mencionado
na tradição
iogue como um centro importante.
No corpo
físico o baço é uma víscera
situada ao lado esquerdo do estômago, logo
abaixo das costelas esquerdas. Retém células
mortas da corrente sanguínea e as destrói.
Também
produz glóbulos vermelhos e brancos e transporta
nutrientes para as células, via corrente
sanguínea.
Na medicina chinesa ele é considerado junto
com o estômago como um órgão
só,
associado ao elemento terra.
Aqui no Ocidente,
quem divulgou mais a questão do chacra do baço foi Charles
Webster Leadbeater, discípulo de Blavatsky, colega de
Annie Wood Bessant e seu colaborador direto na condução
da Sociedade Teosófica nas primeiras tres décadas desse
século. Ele era um clarividente respeitável e
muito competente. Por conta do que via nos planos extrafísicos,
escreveu dezenas de livros ("A Clarividência";
"O que há além da Morte"; "O Lado Oculto das Coisas";
"Os Chacras"; etc.).
Mas ele tinha
vários problemas em relação à sexualidade, talvez pelo
fato de ter sido reverendo. Por esse motivo, ele suprimiu
o estudo em cima do chacra sexual (ele dizia que era
um centro prerigoso para o desenvolvimento espiritual
da pessoa) e colocou em seu lugar o chacra esplênico.
A partir dele, outros autores ocidentais tomaram a mesma
postura, esquecendo-se que o chacra do baixo ventre não
é meramente um chacra de ativação da energia sexual,
mas também um centro gerador e plasmador de vida,
pois é por sua ação (conjugada com o chacra básico) que
o feto é energizado e desenvolve-se. E é o controlador
das vias urinárias (não é a toa que na tradição
yogue ele está relacionado ao elemento água).
Resumindo:
O Chacra sacro é no baixo ventre. O chacra esplênico
é no baço. São chacras diferentes, mesmo.
Há muito
mais chacras do que os sete principais. Há chacras secundários,
nas palmas das mãos, plantas dos pés, pulmões, fígado,
estômago, orelhas, mandibulas, ombros, joelhos, entre
as escápulas (omoplatas) e espalhados por todo o corpo.
E, em escala menor, pode-se dizer que, para cada poro
do corpo há um pequeno chacra em correlação direta com
o campo vibratório correspondente.
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Autor: Julio
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